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Boycott Action Kit

Introdução

Consumidores críticos: o novo super-poder político.

Há dois super-poderes atualmente: Os EUA e as pessoas que se opõem a esta guerra. Muitas pessoas se dão conta de que a maneira com que elas podem fazer a maior diferença é como consumidoras. Há bastantes exemplos de boicotes eficazes de consumidores, alguns dos quais você pode encontrar neste texto, Sobre a Ação de Boicote. Nas palavras do Dalai Lama: "Se você pensa que é pequeno demais para fazer a diferença, tente dormir com um mosquito." Em nossas palavras: Consumidores críticos são o novo super-poder político.

Vamos estar conscientes do poder de nosso dinheiro gasto e vamos nos organizar efetivamente.
Como usar este livreto: Nada de dinheiro para a guerra!
Este livreto ou manual foi articulado como fonte de conselhos e orientações a qualquer um que queira fazer parte ou organizar uma ação para informar os consumidores sobre como as corporações dos EUA estão dando forma e apoiando as políticas da atual administração Bush. Ele vem lhe dar algum pano-de-fundo e embasamento para levar adiante campanhas de boicote efetivas. Primariamente, no entanto, ele tem por objetivo ser uma ferramenta bastante prática para tornar você parte de um movimento global emergente, em um nível local e regional.

  • que você pode fazer com este 'Sobre a Ação de Boicote' ?
  • Boicote: tenha um breve relato histórico e estórias de sucesso.
  • Porque um boicote de produtos dos EUA ?
  • Utilize-o para preparar suas ações...
  • As 5 MAIS: sugestões de possíveis alvos.
  • Chegando até os consumidores.
  • Envolvendo mais pessoas nas suas campanhas e ações.
  • Coloque a sua história na mídia.
  • Mais leituras recomendadas.
  • Traduza se puder. Entre em contato conosco se você tem disponibilidade para traduzir este livreto para outros idiomas. Nós podemos fazer o upload de sua tradução em nosso website.

... e por gentileza mande-nos seu feed-back do quão útil lhe foi este manual, e como podemos melhorá-lo.

Porque boicotar produtos dos EUA ?

Com o boicote de produtos dos EUA nós queremos pressionar o governo norte-americano a entrar novamente na comunidade internacional, submetendo-se às regras das Nações Unidas e às leis internacionais. Com o ataque militar e invasão do Iraque em 23 de março último, os EUA agiram como um 'estado velhaco'.

Com tal ataque, eles violaram a provisão das Nações Unidas. Hoje mais do que nunca, corporações norte-americanas parecem ter um grande impacto nas políticas de administração dos EUA. A política do governo norte-americano tem sido marcada, de maneira crescente, por arrogância e interesses próprios, discordantes dos interesses inclusive da nação norte-americana.

Entre outros, os EUA:

  • recusam-se a adotar o protocolo de Kyoto para desacelerar o aquecimento global
  • recusam-se a ratificar o Tratado Inclusivo de Proibição de Testes, cessando todos os testes nucleares.
  • recusam-se e depois desvia-se -com acordos bilaterais- da Corte Criminal Internacional, para processar criminosos de guerra.
  • opõem-se a um tratado para desarmamento nuclear completo.
  • debilitam o Tratado de Não-Proliferação Nuclear

Estas políticas unilaterais precisam parar agora e todas as tropas devem deixar o Iraque imediatamente.

Como consumidores, nós não queremos o nosso dinheiro sendo usado para alimentar guerras, destruição ambiental, ou violações dos direitos humanos.

Você pode juntar-se ao boicote pelo website
http://www.motherearth.org/USboycott/index_en.php#pledge

História dos boicotes

O termo originou-se na Irlanda em 1780, quando o senhorio inglês Charles Cunningham Boycott foi "boicotado" por fazendeiros irlandeses famintos, por recusar-se a abaixar os aluguéis.

Desde então, boicotes são usados para protestar questões globais ou nacionais, tais como práticas trabalhistas injustas, liberdades civis, discriminações, direitos humanos, proteção a animais, ambientalismo, etc, tendo por alvo práticas de companhias ou políticas de governo envolvidas nessas questões.

A ação em boicote ganhou aclamação como uma ferramenta de protesto não-violento com o boicote aos ônibus em Montgomery Alabama, organizado pelo Dr.Martin Luther King Jr em meados dos anos 50, e que se tornou um momento decisivo do movimento pelos direitos civis da comunidade negra dos EUA. O boicote tornou-se um dos meios de protesto utilizados por organizações pacifistas desde então. Boicotes ajudaram a derrubar o apartheid na África do Sul e a terminar com os testes nucleares franceses.

Boicotes de sucesso

Apartheid
Uma das vitórias de boicotes mais significativas foi a abolição do apartheid na África do Sul. Os boicotes de produtos da Shell, Kellog's e Coca-Cola, entre outras, tinham sido lançados mundialmente para protestar contra as políticas racistas do governo sulafricano. As companhias afetadas pelo boicote lançaram resoluções de acionários solicitando desinvestimento no país. Isto tornou-se o catalizador para a abolição do apartheid em 1994.

Testes nucleares franceses
Outro boicote recente e significativo foi lançado em 1995 pelo International Peace Bureau, em oposição aos testes nucleares franceses na polinésia francesa (http://www.motherearth.org/archive/archive/boycot/boyidx.html). Em especial a indústria vinícola francesa foi duramente atingida pelo boicote, por causa de sua popularidade internacional. De acordo com Bruce Hall, coordenador do Comprehensive Test Ban Clearinghouse, o boicote combinado aos protestos tiveram um impacto real: o número de testes foi reduzido em 25%. Adicionalmente, o presidente francês Chirac comprometeu-se a assinar o Tratado Inclusivo de Proibição de Testes. Eventualmente, em abril de 1998, a França ratificou o TIPT.

Os princípios de McBride: um boicote a longo
Alguns boicotes são significativos pela sua duração. O mais longo foi o de 12 anos lançado pelo Irish National Caucus contra a Ford Motors. Ele terminou em 1998, quando a companhia concordou em implementar os princípios de McBride. Estes princípios impedem que empresas dos EUA subsidiem discriminação anti-católica na Irlanda do Norte.

Scott Paper: o boicote mais curto
Ocasionalmente, a ameaça de boicote pode fazer uma empresa ceder às demandas das pessoas propondo o mesmo. No Reino Unido, Survival International ameaçou boicotar a Scott Paper, por causa de seus planos de implantar uma plantação de eucaliptus e uma fábrica de papel na Indonésia, o que ameaçava a sobrevivência das tribos locais. Em uma carta endereçada a Scott Paper, Survival International disse: "Se nós lançarmos o boicote, mobilizaremos nossos 20.000 membros, e também será apoiado pelo Sierra Club, que tem dois milhões de membros." Em resposta à ameaça, Scott Paper abandonou seus planos.

Boicote de carnes: uma vitória brasileira
Em 1979, donas-de-casa do Brasil se uniram para boicotarem o consumo de carne, devido aos altos e abusivos preços do produto. O movimento conseguiu uma queda de 20% no preço da carne (fonte IDEC).

Mais vitórias significativas de boicotes em Co-op America's Boycott Organizer's Guide (veja em leituras recomendadas)

O Poder do Boicote

Boicotes bem organizados são bem sucedidos na maior parte das vezes e podem ter grande impacto na atitude e práticas das companhias, além de consequentemente influenciarem as políticas de governo.

Uma pesquisa feita nos EUA mostrou que líderes em negócios consideram os boicotes mais eficazes do que outras técnicas utilizadas pelo consumidor, tais como ações legais de classe, campanhas de cartas à empresa, ou lobby político. Os boicotes diretamente ameaçam as vendas e portanto os líderes das empresas os levam a sério - mesmo quando apenas uma pequena parcela dos clientes é influenciada. (Friedman, 1991)

De acordo com John Monogoven, vice presidente senior da Pagan International Inc., uma empresa de relações públicas, o sucesso da ação de boicote é mais do que apenas uma queda nas vendas. Muito raramente o impacto é sentido nas caixas registradoras. Na verdade, eles têm problemas com a moral dos empregados -empregados não gostam de trabalhar para uma empresa que está sendo criticada e questionada. Pela mesma razão, eles têm problemas em recrutar os melhores estudantes de faculdades e universidades. E executivos de alto escalão passam uma grande parcela do tempo nessa questão, quando deveriam estar fazendo outras coisas. (Insight, 10/26/87, p.44)

Desde os anos 90, boicotes estão ficando mais organizados e têm recebido mais atenção da mídia do que nunca antes. Como coseqüência, eles podem ser muito eficazes em um período de tempo menor do que os boicotes prévios. Hoje, com a rede da internet, um boicote feito por consumidores pode ser apoiado por milhões de pessoas (605,6 milhões de pessoas on line em setembro de 2002; fonte: Nua Internet Surveys : http://www.nua.ie/surveys/how_many_online/).

Como é organizado este boicote?

Esta campanha de boicote será marcada pelo 1o Dia de Ação de Boicote Internacional, em 15 de abril de 2003. O chamado para este dia internacional foi lançado pela For Mother Earth (Pela Mãe Terra), e agora foi acolhido pela emergente GBP-network (Global Boycott for Peace, Boicote Global pela Paz).

Nossa campanha de boicote conta com a dedicação e trabalho de ativistas voluntários, com o suporte de consumidores entusiásticos e com muito planejamento. Uma vez que nossos alvos foram escolhidos, nós iniciamos a elaboração de uma rede com outros ativistas, organizadores, grupos de comunidades e meios de comunicação, para espalhar a mensagem do boicote e ganhar publicidade.

Nós temos uma estratégia de mídia que se baseia em:

1. Seleção dos alvos do boicote
Nós precisamos estar preparados para justificar o porquê das nossas escolhas de alvos, tanto para os consumidores, quanto para a mídia. A escolha dos alvos responde a dois objetivos:

  • boicotar empresas dos EUA que sejam economicamente cruciais ao governo norte-americano e/ou ao exército dos EUA, para bater aonde machuca !
  • boicotar empresas dos EUA economicamente ligadas ao Partido Republicano de Bush e a sua guerra ao Iraque.

Parece que algumas empresas satisfazem a ambos os critérios...Este é o porquê de nós estarmos chamando em especial para o boicote de empresas de derivados do petróleo, carros e linhas aéreas dos EUA, que são diretamente ligadas ao exército norte-americano e estão levando as políticas econômicas dos EUA ao Iraque e a outras partes do mundo. Pela mesma razão, nós estamos chamando para o boicote da General Electric, que produz motores para aviões e helicópteros militares dos EUA e Inglaterra (http://www.geae.com/engines/military/index.html).

Dentre a lista completa de empresas norte-americanas consideradas alvo para nossa campanha de boicote, algumas delas pertencem às 30 maiores doadoras de fundos para o Partido Republicano, no ciclo eleitoral de 2000 (http://www.motherearth.org/USboycott/donors_en.php).

As empresas alvo dos EUA são claramente culpadas por associação. Elas podem não ter pressionado diretamente os republicanos a promoverem a guerra contra o Iraque, mas precisam assumir a responsabilidade pelo governo que os seus fundos ajudaram a eleger. Elas, enquanto corporações, fizeram as suas escolhas, e agora nós, enquanto consumidores, devemos fazer as nossas.

Elas têm fortes laços comercias e/ou financeiros com o governo e/ou com o exército dos EUA. Elas também têm a capacidade de exercer pressão significativa no governo norte-americano (i.e. companhias de petróleo e derivados, automobilísticas e de linhas aéreas).

Adicionalmente, nós incluímos no boicote corporações norte-americanas que são símbolos do imperialismo dos EUA, tais como McDonald's e Coca-Cola, para aqueles que desejam apoiar um boicote mais abrangente, de todos produtos norte-americanos.

Para material de campanha (posters, filipetas...), nós selecionamos dentre todas, 12 companhias, incluindo aquelas de petróleo e derivados, automobilísticas e aeroviárias, porque é mais fácil para o consumidor lembrar-se dos nomes de poucos produtos. Elas são visíveis, facilmente identificáveis. A lista completa de empresas alvo dos EUA está disponível no nosso website: (http://www.motherearth.org/USboycott/index_en.php#companies )

Como resultado, nós queremos que as empresas dos EUA, alvos da campanha, façam pressão no governo dos EUA, de maneira a resultar nas demandas dos que boicotam (vide "Porque boicotar produtos dos EUA?").

2. Objetivos do boicote

a) O efeito do boicote
Este boicote deverá pressionar as companhias selecionadas, tanto por ter impacto nas vendas de seus produtos e na sua vitalidade (boicote orientado a economia e ao consumidor), quanto por atacar a sua reputação e sua imagem na mídia (nós expomos a cumplicidade delas com a guerra no Iraque). O impacto sobre a reputação é mais fácil de se conseguir, pois as companhias dedicam muita atenção em construírem imagens socialmente aceitas. No entanto, companhias mantém-se altamente sensíveis a qualquer preocupação dos consumidores que pareça afetar seus comportamentos de compras.

b) As demandas do boicote, direcionadas às companhias alvo e aos consumidores
Boicotes que exigem de uma companhia que esta concorde com uma demanda específica têm mais sucesso do que aqueles que expressam um descontentamento geral. É por isto que nós fizemos uma lista de demandas específicas exigidas por nós, em "Porque boicotar".
Nós deixamos bem claro às empresas alvo o porquê do boicote e quais as ações que elas precisam ter para cessar o boicote. (vide "Letters to US companies facing boycott": http://www.motherearth.org/USboycott/letter_en.php).

  • Elas têm que fazer presão no governo dos EUA a fim de acabar com a guerra no Iraque e de fazê-lo cooperar com a comunidade internacional. (vide "porque boicotar?")
  • O boicote mais provavelmente será de longo prazo, tão longo quanto o tempo em que o governo dos EUA não cessarem suas políticas internacionais em interesse próprio apenas e arrogância. Nós pararemos o boicote apenas quando os EUA tiverem endossado todos os pontos específicos citados e "Porque boicotar?".
    Nós também estamos coletando o penhor de pessoas que estão assinando o chamado ao boicote de produtos dos EUA no nosso website. Desta forma, nós estamos nos preparando para apresentar números às companhias, para mostrar-lhes o apoio recebido e a força do boicote.

    c) A moldura temporal do boicote
    Pelo que sabemos, o boicote global aos produtos dos EUA está em vias de tornar-se o maior boicote da história humana, pois a oposição à guerra no Iraque é gigantesca!
    Mas nós precisamos manter nossas bases consolidadas, a fim de continuar este que provavelmente será um boicote de longo prazo, de maneira a conseguir resultados. Nós nos preparamos para uma batalha extendida -boicotes podem levar anos até terem o efeito desejado. (vide "boicotes de sucesso", neste manual). Esta é uma das razões para se organizar o primeiro dia global anti-guerra e de ação de boicote, no dia 15 de abril de 2003, para unir todas as forças de boicote em sintonia.

Três ações principais para o dia internacional de boicote

Ação 1

Companhias de petróleo e derivados dos EUA
Marcas: Chevron, Esso, Exxon, Mobil, Texaco

Companhias petrolíferas dos EUA são obviamente vinculadas à guerra chefiada pelos EUA no Iraque. Por esta razão, nós encorajamos as pessoas a organizarem uma ação em um posto de gasolina da Esso ou Texaco, no Brasil. Juntas, estas companhias doaram 2 milhões de dólares ao fundo de eleições do Partido Republicano. De acordo com o Wall Street Journal (http://www.motherearth.org/USboycott/oil_en.php#wallst), líderes das empresas petrolíferas dizem que a equipe do vice presidente Cheney ofereceu um encontro de troca de informações para discutir o futuro das reservas de petróleo do Iraque a executivos da indústria, em outubro de 2002. Exxon Mobil Corp, Chevron-Texaco Corp, ConocoPhilipps e Halliburton estavam entre as empresas representadas na reunião.

Ação 2

Philip Morris

Vamos mostrar posters similares pelo mundo todo.
Principais marcas globais da Philips Morris International : Apollo Soyuz, Bond Street, Caro, Chesterfield, Diana, F 6, Fajrant, L & M, Lark, Longbeach, Marlboro, Merit, Multifilter, Muratti, Optima, Parliament, Peter Jackson, Petra, Philip Morris, Polyot, Red & White, SG, Start, Vatra, Virginia Slims (http://www.altria.com/about_altria/01_04_03_pmi.asp)

A Philip Morris doou 2,9 milhões de dólares para a campanha de eleição dos republicanos nos EUA em 2000. Eles não têm somente marcas na indústria do tabaco: Miller, Kraft, Nabisco, Maxwell House, Kenco; Bird's, Cracker Barrel; Jacobs Suchard, Toblerone...Avise-nos quais marcas eles vendem na sua região e esteja certo de estar informando as pessoas, para que elas parem de fumar seus cigarros.

(sugestão: escolha as três mais populares marcas no seu país. Você pode encontrar fotos dos produtos em numerosas tabacarias virtuais, tais como: http://www.discount-cigarettes-store.com/shopping/search.php)

Faça o download deste poster (e outros) em
http://www.motherearth.org/USboycott/resources_en.php

Ação 3

Microsoft
Marcas : Windows, Internet Explorer, Word

Você quer participar do boicote sentado em seu escritório ou em casa? É possível! A Microsoft Corp. doou 2,4 milhões de dólares a Bush em sua campanha presidencial em 2000. Provavelmente o maior monopólio dos EUA é o dos sofwares: Microsoft. Não é de surpreender que o dono da Microsoft, Bill Gates, é o homem mais rico do mundo. Mas há uma alternativa não comercial para o Windows atualmente: o sistema operacional Linux. Gratuito, aberto e muito mais estável que o Windows. Hoje em dia, o Linux é tão fácil de operar e tem tantas opções de softwares utilitários quanto o Windows ou Apple. Dê uma checada em www.linux.org , www.linux.(código de seu país), ou utilize um distribuidor www.mandrake.com . Se você ainda não quer se livrar da Microsoft, experimente alguns softwares gratuitos que rodam em windows: www.openoffice.org tem a mesma cara do do MS Office e é compatível com este, www.mozilla.org é uma boa alternativa ao Internet Explorer e www.gimp.org é tão bom quanto Photoshop. Downloads grátis. Uma escolha de software gratuito é também uma escolha contra patentes e pela informação livre. www.eurolinux.org

Se você pretende iniciar a mudança para Linux, envie a estória da sua intenção ou mudança para a sua rede de amigos e colegas. Deixe-nos saber.

Mobilizando-se para sua campanha

Para conseguir mais adeptos, além do núcleo organizador, é preciso levar adiante a intenção de convencer cada vez mais pessoas a aderirem ao movimento. Existem maneiras incontáveis de informar as pessoas sobre seus planos e de convencê-las a aderir.

  • Faça um panfleto e distribua-o nos cafés, livrarias - e envie às pessoa. Entregue-o na rua ou use-o em outras demonstrações.
  • faça um poster e ponha-o em lugares públicos.
  • convide os membros de sua organização (colegas de trabalho, associações, clubes, etc).
  • faça uma lista de contato de ativistas que fazem parte da mesma ação e solicite a ajuda deles para a distribuição.
  • escreva um artigo a ser publicado pela mídia ativista ou pela mídia alternativa.
  • publique a data de cada manifestação nas listas e nas agendas de outros grupos e organizações ativistas que você convidar a se juntar à ação.
  • mantenha seu Web site atualizado e crie links com outras Web pages.
  • envie informações, artigos etc. às listas de usuários de diferentes servidores , e Web sites ativistas tais como o os centros de mídia independentes, como o http://www.indymedia.org
  • crie e use uma assinatura de E-mail para suas ações.
  • use seus contatos amigáveis na imprensa para começar a publicar suas ações nos jornais, no rádio e na TV...
  • fale sobre suas ações em reuniões e em qualquer ocasião.
  • vá às ações e às demonstrações de outros grupos e organizações convidar povos (use o insecto!)
  • convide seus amigos, família e vizinhos para aderir ao movimento.

Estes são alguns exemplos de como espalhar informação ativista, aumentando o seu alcance, sensibilizando quem ainda não se envolveu com este movimento pró - paz.

ABORDE GRUPOS DIFERENTES

Esteja ciente de que grupos diferentes podem ter razões diferentes para se juntar à campanha. Estão aqui alguns exemplos:

Proprietários de bares, lojas & restaurantes
Na campanha, estes indivíduos - que não são ativistas, são muito importantes para comunicar a oposição às políticas dos E. U. e demonstrar alternativas.

Grupos de desenvolvimento
A despesa militar reduziu os recursos aplicados aos programas de desenvolvimento.

Grupos ambientais
Impacto ambiental da guerra.

Grupos das famílias e dos pais, organizações médicas
Orçamentos militares enormes que cortam o financiamento de programas sociais.

Organizações internacionais de issues/justice
Violação da carta patente dos UN e da lei internacional. Uso da hipocrisia em torno da questão das armas de destruição em massa.

Organizações da paz
Oposição às guerras.

Partidos & grupos políticos dos advogados
Os legisladores estão muito interessados sobre os eventos recentes e o impacto para os Nações Unidas & a lei internacional. Pode ser muito útil para sua campanha conseguir a adesão de políticos. Isso proporciona credibilidade com a imprensa, com o público e com as ONG`s.

Grupos que fiscalizam os gastos públicos
Despesa militar.
Se sua campanha estiver sendo bem sucedida, é vital que você alcance os públicos que estão fora da cena ativista . Isto mostrará que há uma sustentação pública de larga escala para sua mensagem, evitando que você seja marginalizado ou encriminado.

Colocando sua mensagem na mídia

Através dos anos, militantes ativistas perceberam que há um esforço e uma habilidade específicos para que uma campanha seja publicada nos meios de comunicação oficiais e também nos meios alternativos. Aqui, você vai encontrar as linhas gerais, para dar início à sua campanha.
Publicar sua campanha não é um meio de atrair atenção para si próprio ou para sua atuação política. É, antes de mais nada, uma questão de responsabilidade. Hoje você quer parar a violação da carta patente das Nações Unidas e da lei internacional e informar isso às lideranças pública e política.
Esteja ciente que os membros dos meios de comunicação - como todos nós, de alguma maneira - têm suas próprias agendas. Você necessita estar ciente que às vezes suas palavras e mesmo a edição de seus textos podem ser manipuladas,até mesmo por jornalistas simpatizantes de suas causas. Em outros casos sua ação não poderá ser relatada em sua totalidade.

Ações não-violentas são ferramentas muito boas, atraindo a atenção pública para sua campanha.

Antes do evento:

  • Primeiramente, conscientize-se de que os membros da imprensa oficial não são nossos amigos, mas também não são nossos inimigos. Necessitam de nós, tanto quanto nós necessitamos deles.
  • Tente identificar pessoas em cada meio de comunicação, e as mantenha informadas. Forneça-lhes "releases" para que saibam o que está acontecendo, e deixe-os saber que você está comprometido com a edição.
  • Não tenha receio de inquirir sobre as necessidades dos repórteres: como trabalham, fins dos prazos, etc.. Esteja por favor ciente dos fins dos prazos! Não telefone para a rádio no meio da notícia, ou nos cinco minutos antes do fechamento da pauta na emissora de TV.
  • Mantenha sempre a simplicidade de sua mensagem. Fale lentamente. Recorde os pontos principais a serem abordados. Esteja ciente de que somente algumas seções dos meios de comunicação nos darão a oportunidade de tratar os assuntos que nos são importantes com a devida profundidade.
  • Escreva uma sinopse curta da notícia, priorizando informações básicas no primeiro parágrafo: quem, o que, porque, quando e onde. Mencione sempre o contato para maiores detalhes.
  • Críe uma ação ' visual '. Faça um brainstorm sobre a imagem que você quer usar para causar impacto ao público em geral. Críe uma foto-oportunidade que contenha todos os elementos fundamentais para serem comunicados: quem, o que, porque, quando e onde. Pense sobre a imagem ao planejar um protesto ou um evento. Faça cartazes limpos, onde a mensagem possa ser facilmente assimilada.
  • Lembre-se de que a televisão e as fotos são as ferramentas mais poderosas da comunicação hoje. O pessoal da TV e os repórteres do rádio querem uma história interessante e boa, e - não se esqueça que precisam (ao contrário dos repórteres de jornal) o movimento e o som.
  • Contate os serviços das agências de notícias (AP, Reuters, sua agência nacional) primeiramente, porque distribuirão sua história à tevê, ao rádio, aos jornais e às revistas. Os serviços de distribuição de notícias fornecem uma das mais melhores e mais seguras maneiras para uma cobertura bem sucedida. Não se esqueça da tevê e das foto-agências nacionais e internacionais, para garantir uma boa história. Uma foto-história boa pôde ser escolhida por diversos jornais e atingir milhões de pessoas.
  • Se você tem uma boa história, tente captar você mesmo uma boa foto para ilustrá-la. (com uma Betacam, câmera digital ou Hi-8). As agencies que estiverem ausentes podem se interessar pelo seu material. Envie suas fotos, com as devidas informações aos canais de distribuição de notícias.

During the event:

  • As radios e as agências de notícias cobrem os eventos enquanto eles acontecem. Assim, estes orgãos estão entre os primeiros que devem ser chamados, quando um protesto previamente organizado for acontecer. Informe-os com antecedência e cheque com eles o material colhido, assim que o protesto tenha terminado.
  • Não se esqueça de indicar um ativista que se responsabilize pelos contatos com a mídia durante o evento, para que o mesmo lhe forneça informaçoes regularmente, indique representantes do povo que queiram se manifestar e oportunidades de boas fotos, tome nota de seus nomes e contatos, negocie com as agências de notícias via celular, etc.

TERMOS ESPECÍFICOS DA MÍDIA

EMBARGO- forneça informações "sob embargo", caso as mesmas sejam confidenciais por um certo período.

POOL- libere suas fotos ou vídeos para os repórteres, para que os mesmos possam fazer uso delas.

FORA DA PAUTA- "Saia da pauta", caso não seja de seu interesse que a notícia seja mencionada naquele momento (mas tome cuidado, pois alguns jornalistas podem não respeitar suas razões - portanto, cuidado com o que diz a eles).

EXCLUSIVIDADE- Você pode fornecer uma história exclusiva a um repórter (uma história que você não deu aos outros repórteres) caso isso ajude a criar um furo de reportagem. A mesma história pode depois ser repassada aos outros repórteres, mas tenha cuidado.

ATENÇÃO: PONTOS FREQUENTEMENTE ESQUECIDOS!

Após o evento:

Por experiência, sabemos que os seguintes pontos são freqüentemente negligenciados.

Cheque estes pontos, de A a Z

Por favor, escreva as notícias e envie as fotos para os meios de comunicação e também para os meios alternativos no mesmo dia! O ideal é que você indique um responsável para essa tarefa, e que a execute durante a ação, para que as agências possam veicula-las como um "furo de reportagem". Também envie a notícia final imediatamente após a ação para os seus contatos, coloque-a no seu website ou no www.indymedia.org.

  • Após a ação, envie um comunicado aos seus contatos na mídia, mencionando as agências que estiveram presentes cobrindo a ação. Isso pode encorajar as emissoras de TV locais e também os jornais a publicarem a história.
  • Espalhe a mensagem utilizando-se de seus próprios meios - jornais e revistas, eventos culturais, etc. publique tudo o que acontecer em seu website, na medida em que a campanha se desenvolve.
  • Use por examplo, o www.indymedia.org para publicar sua história e suas fotos . Cheque as chamadas regionais e locais dos veículos de comunicação, para as manchetes.

LEITURAS ADICIONAIS

"GUIA DA ORGANIZAÇÃO DE BOICOTES" - Escrito pela Co-op América, uma organização sem fins lucrativos que trabalha em prol da conscientização dos consumidores e dos negócios, sobre o tema de como alinhar o poder de compra e hábitos de investimento à responsabilidade social e ambiental.

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Last update : October 2004 • Campaign and Press Enquiries