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Resumo global de ações de boicote anti-guerra

Últimas notícias de:

África | Ásia | Europa | Oriente Médio | América do Norte | América Latina | Pacífico

Esta página foi atualizada em 10/05/2003

África

Senegal é um dos primeiros países da África sub-saariana a colocar o refrigerante Mecca-Cola no mercado.
(Reuters - 17 de abril)

Na África do Sul, o Comitê de Ação Iraquiana clamou por um boicote de produtos norte-americanos e britânicos, em protesto ao bombardeio ao Iraque, com o apoio do Movimento Muçulmano Jovem da África do Sul.
Manifestantes sulafricanos em Cape Town clamaram pelo boicote de todos os bens norte-americanos e britânicos. Manifestantes também exigiram que a Denel, uma empresa sulafricana, cancelasse todos os seus contratos de fornecimento de componentes militares à Grã-Bretanha e aos EUA.

Ásia

Quase uma em cada 4 pessoas na região Ásia-Pacífico disseram que têm evitado comprar marcas dos EUA, de acordo com uma pesquisa com 1000 pessoas, publicada no início de abril pela Agência Leo Burnett. A agência entrevistou consumidores na Índia, China, Coréa do Sul, Indonésia e Filipinas. href="http://www.usatoday.com/money/world/iraq/2003-04-03-backlash_x.htm">More News ]

Em Bangladesh, 3,000 pessoas protestando contra a guerra liderada pelos EUA contra o Iraque marcharam pela capital Dhaka na terça-feira 25 de março, incitando as pessoas a boicotarem produtos norte-americanos e ingleses.
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Na Índia, o eminente escritor e vencedor do prêmio Jnanapeeth, U R Ananthamurthy, apoia o chamado para boicotar produtos norte-americanos e britânicos "selecionados", como protesto contra a guerra liderada pelos EUA contra o Iraque.
Enquanto os comandantes militares executavam os preparativos finais para a invasão ao Iraque, um movimento internacional de trabalhadores da saúde e ativistas do sul da Índia iniciou o boicote a produtos dos EUA. O movimento pela Saúde do Povo (People's Health Movement, PHM) formulou planos para o que definiu como "uma última tentativa para prevenir a agressão injusta a milhões de pessoas inocentes".
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O grupo rebelde mais antigo e violento da Índia, o banido Grupo de Guerra do Povo (People's War Group), mirou nos gigantes Coca-Cola e Pepsi e em lojas de bebidas em dois distritos do estado do sul Andhra Pradesh, em 23 de março. Aproximadamente meia dúzia de rebeldes armados invadiram armazéns com estoques de garrafas de Pepsi e utilizaram explosivos para levá-los ao chão, conta a polícia. "O custo exato dos danos ainda está sendo calculado, mas parece que os rebeldes direcionaram seus ataques aos gigantes dos refrigerantes e a algumas outras lojas de bebidas importadas para protestar contra a guerra", disse Anil Kumar Puneeth, superintendente da polícia.
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Na vizinhança muçulmana de Mumbai, uma campanha de porta em porta tem exultado as virtudes de produtos locais, tais como Babool and Masala Soda, em substituição a marcas norte-americanas, tais como Colgate e Pepsi.
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A Fundação Internacional para Desenvolvimento Humano em Hyderabad, está chamando para o boicote de produtos norte-americanos específicos, incluindo PIZZA HUT, MCDONALD'S, COCA COLA, Fanta, Sprite, MAXWELL, Marlboro, Philip Morris, Chesterfield, Benson & Hedges, Mobil e ESSO.
[ IFHD website ]
Vendas de Coca-Cola e Pepsi caíram em Kerela, após os chamados para boicote de produtos dos EUA e Grã-Bretanha por um fórum anti-guerra.
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Na Indonésia, a maior nação muçulmana do planeta, com seus 212 milhões de pessoas, o boicote de produtos da Coca-Cola, Pepsi e KFC, bem como McDonald's tem se mostrado efetivo. Embora alguns manifestantes anti-americanos tenham utilizado métodos violentos para tentar fechar tais redes de restaurantes, mantém-se o fato de que a maioria dos muçulmanos indonésios está se tornando crescentemente conscientes da necessidade de atingir os EUA economicamente, na tentativa de fazer um protesto política.
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A BBC criticou o boicote, por potencialmente prejudicar mais à Indonésia do que aos EUA.
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No Japão, a organização pacifista Junko Abe decidiu juntar-se em rede ao apelo pelo boicote, assim que as primeiras bombas atingiram o Iraque. Peace Choice (Escolha de Paz) apelou por boicote de empresas norte-americanas que fizeram grandes contribuições financeiras à administração Bush e de ícones
[ Peace Choice website ]

Na Malásia, a guerra contra o Iraque liderada pelos EUA está dando novo momentum ao já forte movimento de boicote de produtos norte-americanos, incluindo refrigerantes e cadeias de fast-food, como KFC e McDonald's.
Na cidade de Ampang, o KFC estava vazio, o que não é uma cena usual, levando-se em conta a localização estratégica do restaurante, dentro do shopping center Ampang Point, enquanto seu competidor, o restaurante vizinho Tarbush, de origem libanesa, estava lotado de clientes.
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De acordo com uma coalizão de organizações islâmicas por trás do boicote da Coca-Cola na Malásia, por volta de 1200 restaurantes no país pararam de vender os produtos da empresa.
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No sul da Tailândia, um depósito da Coca-Cola teve de fechar e transferir-se para mais ao norte, para longe das populações muçulmanas, devido à grande rejeição de produtos de origem norte-americana em Yala e Pattani. Importantes restaurantes, lojas e até hotéis de origem muçulmana recusaram-se a fazer pedidos de produtos da Coca-Cola, oferecendo outros refrigerantes em seu lugar.
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A minoria muçulmana da Tailândia, que promoveu muitas demonstrações públicas pró-paz no sul do país, onde são predominantes, também desencadearam um chamado ao boicote de produtos ligados a empresas dos EUA. Trinta produtos foram identificados nesta lista de bens a serem boicotados. Esta inclui as onipresentes cadeias de fast-food, tais como KFC, Pizza Hut, McDonalds e Burger King, até a cadeia de cafés Starbucks, bem como produtos de multinacionais tais como Chevrolet, Tesco Lotus, Caltex e Monsanto fertilizantes.
(IPS News Agency - 12/4/2003)

No Paquistão, donos de lojas anti-guerra disseram que vão boicotar produtos norte-americanos para protestar contra a guerra no Iraque. O tráfego foi paralisado quando manifestantes, a maioria donos de lojas e comerciantes, bloquearam a agitada praça de Kumaranwala em Multan por uma hora. Líderes de várias organizações de comércio disseram que vão parar de vender produtos feitos nos EUA.
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Mais de 300.000 manifestantes juntaram-se na principal avenida de Peshawar-Islamabad e lotaram mais de 2km da via principal para expressar solidariedade ao povo iraquiano. Líderes islâmicos clamaram pelo boicote econômico muçulmano dos EUA pelo rompimento dos laços do mundo islâmico com os países que atacam o Iraque, liderados pelos EUA.
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Membros do senado paquistanês demandaram que o governo paquistanês e sua população boicotem produtos dos EUA e Grã-Bretanha, a fim de protestar contra a injusta guerra ao Iraque.
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Ativistas afiliados ao Instituto para Políticas de Desenvolvimento Sustentável (Sustainable Development Policy Institute, SDPI) têm feito piquetes nos KFC e Pizza Huts em Islamabad e Rawalpindi. O número de clientes diminuiu. Passantes expressam solidariedade com os manifestantes, e crescentemente mais pessoas declaram que pararam de consumir marcas de refrigerantes dos EUA. Muitas novas pessoas juntam-se ao piquete, segurando faixas por uma hora. Muitas pessoas dirigindo-se ao estacionamento declaram que ouviram falar do piquete e que vieram apenas para vê-lo.
(16/4/2003)
O Muttahida Majlis-i-Amal apelou aos comerciantes e pessoas de forma geral para permanentemente boicotarem produtos dos EUA para enfraquecer sua economia.
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Na Coréa do Sul, ativistas clamando pelo fim da guerra chamaram a atenção ao escalar no símbolo do McDonald's.
[ More News ]

Europa

Os seguintes membros do Parlamento Europeu estão apoiando o chamado para boicote lançado pela For Mother Earth:

  • Jan Dhaene (EFA/Green, Bélgica),
  • Paul Lannoye (EFA/Green, Bélgica),
  • Nelly Maes (EFA/Green, Bélgica),
  • Bart Staes (EFA/Green, Bélgica),
  • Matti Wuori (EFA/Green, Finlândia),
  • Alima Boumédienne-Thiery (EFA/Green, França),
  • Flautre Hélène (EFA/Greens, França),
  • Eurig Wynn (EFA/Green, Alemanha),
  • Costas Alyssandrakis (GUE/NGL, Grécia),
  • Patricia McKenna (EFA/Green, Irlanda),
  • Lucio Manisco (GUE/NGL, Itália),
  • Luigi Vinci (Gue/NGL, Itália),
  • Miquel Mayol (EFA/Green, Espanha)
  • Per Gahrton (EFA/Green, Suécia)

O Fórum Social Europeu, que engloba uma multiplicidade de organizações de vários países, clamou pelo boicote de companhias petrolíferas dos EUA.

Na Áustria, Global Mothers (Mães Globais) - Mulheres em Ação pelo Ambiente e pela Paz, tem realizado manifestações para boicote em frente a empresas norte-americanas, incluindo os cafés Starbucks.
[14/4/2003]

Na Bélgica, a For Mother Earth e duas outras ONGs deram o paço de convocar para o boicote, que foi calorosamente recebido pelos muitos milhares de manifestantes que marcharam pelas ruas de Bruxelas no sábado, 15 de março. A campanha não é direcionada a todos os produtos feitos nos EUA, mas ela sugere que os consumidores não comprem produtos de companhias que tenham sido comprovadamente suportivas à administração do presidente George W. Bush.
[ For Mother Earth website ]
O diretor da escola secundária l'Athénée Royal D'Ouffet (Huy) decidiu hoje boicotar Coca-Cola e Pepsi para protestar contra a guerra no Iraque. "No momento, as máquinas de Coca e Pepsi foram esvaziadas e desligadas, e assim permanecerão até o final da guerra. Então, nós a colocaremos novamente em funcionamento apenas para vender o estoque atual. Nós estamos procurando outra companhia, mais "limpa", antes de rescindir o contrato com a Coca e a Pepsi.", disse Philippe Caes, Chefe de Estudos do Ateneu Real de Ouffet, que aderiu ao abaixo-assinado para boicotar produtos dos EUA, lançado pela ONG For Mother Earth, em protesto contra a guerra no Iraque. A For Mother Earth clamou a outras instituições que seguissem o exemplo do Ateneu Real de Ouffet.
Esso, Texaco e McDonalds têm sido alvos de várias ações para boicote anti-guerra organizadas pela For Mother Earth, em cooperação com Attac Flanders, Pink & Green, e muitas outras ONGs. [ More News ]

Na Grã-Bretanha, a ExxonMobil Corp., conhecida como Esso na Europa, deu mostras de que o boicote ativista está afetando suas vendas. A campanha Stop Esso é organizada pelo Greenpeace, Friends of the Earth and People and Planet (Amigos da Terra e das Pessoas e do Planeta), e é apoiada por várias organizações, incluindo o Partido Verde e a coalizão Stop the War.
[ More News | Stop Esso website ]
Grupos pacifistas distribuíram 36000 garrafas de Mecca Cola no Hyde Park em Londers.
[ More News ]
Qibla Cola foi lançada como alternativa à Coca-Cola.
[ Qibla Cola website ]

Na Croácia a Ação de Mulheres de Rijeka distribuiu panfletos incitando consumidores a boicotar produtos dos EUA.
(15/4/2003)

Na Finlândia, a Rede Anti-Guerra apoia o boicote internacional de consumidores organizado pelo grupo For Mother Earth. Mensagens SMS em inglês, de origem desconhecida, estão também circulando na Finlândia, chamando as pessoas para o boicote.
[ More News ]

Na França, um muçulmano empreendedor inventou a marca "Mecca-Cola" para substituir a Coca-Cola.
[ Mecca Cola website ]
Três membros de um grupo basco anti-guerra encenaram uma morte anunciada com garrafas de Coca-Cola em um supermercado de Anglet, sudoeste da França, em uma mostra de ódio contra à guerra liderada pelos EUA contra o Iraque. O grupo pede o boicote de produtos norte-americanos.
[ More News ]
Em Paris, manifestantes quebraram uma janela do McDonald's.
[ More News ]

Em Hamburgo, Alemanha, um grupo de chefs franceses retirou os produtos norte-americanos do menu, como protesto à guerra no Iraque. Whiskey, Coca-Cola e outros refrigerantes dos EUA estão fora em um restaurante, enquanto outros excluíram arroz e ketchup norte-americanos. Louis Bouillon, que organizou o protesto, diz que os chefs estão tomando parte no boicote.
[ More news | Consumers Against War website ]
A produtora alemã de bicicletas, Rise & Mueller, cancelaram negociações com comerciantes norte-americanos, no valor de $300.000.
[ More News ]

Mulheres pela Paz e muitos grupo das igrejas também estão clamando pelo boicote de produtos dos EUA. Na Grécia, os ecologistas do grupo Ecologist Greens estão clamando por um boicote de produtos norte-americanos.
Diretores de cinema gregos clamaram pelo boicote de filmes dos EUA para protestar contra a guerra no Iraque. O sindicato grego de diretores de cinema declarou que "o boicote não é contra o povo norte-americano, nem contra a arte dos EUA", mas sim um gesto contra o conflito militar. Entre os que aderiram ao abaixo-assinado estava Theo Angelopoulos, ganhador da Palma de Ouro no festival de Cannes em 1998 pelo seu filme Eternity and a Day.
[ More News ]

Na Grécia, membros do Ecologists Greens apoiaram os objetivos do Dia Internacional de Boicote ao circularem informações na mídia de massa, por e-mails, distribuindo milhares de brochuras em Atenas, Thessaloniki e outra cidades menores, além de 3 eventos em ruas centrais.
[More News]

In Hungary

Na Hungria, um comitê organizador de Mulheres pelo Ambiente (Women for Environment e o Green Women (Mulheres Verdes) uniram-se ao boicote contra Shell, Esso, McDonald's, Pizza Hut, KFC, Pepsi e Coca Cola.
(8/4/2003)

Na Itália, o chamado pelo boicote teve respostas positivas. O comitê "Fermiamo la guerra", que é um unificador da totalidade dos movimentos pacifistas italianos contra esta guerra (pela primeira vez há tal união), decidiu em 18 de março clamar pelo boicote de interesses norte-americanos por trás desta guerra, isto é, Esso em primeiro lugar, e outras companhias norte-americanas tais como ExxonMobil, Chevron Texaco, Bp-Amoco. O comitê decidiu também sugerir nos próximos dias outros boicotes. Cinco organizações (Greenpeace, Lilliput, Centro Nuovo Modello di Sviluppo, Botteghe del mondo, Bilan ci di giustizia) focaram no boicote da Esso: stopessowar (pare a guerra da Esso). O grupo "Black gold" (ouro negro), da rede Lilliput produziu um panfleto chamado "Ações econômicas diretas", onde há, entre outras, a sugestão de boicote de companhias que doaram dinheiro a governo de Bush.
[ Lilliput network website ]
A associação "Malamente" também está clamando pelo boicote.
[ Malemente wesbite ]

Na Islândia, "Atak gegn stridi" (Campanha contra a guerra) também está chamando para um boicote. Elias Davidsson declarou que "como a Islândia tem uma população muito pequena (280.000 pessoas), os efeitos de tal boicote servirão para unir as pessoas aqui contra a guerra."

Na Holanda, um website clamando pelo boicote foi inaugurado algumas horas antes do início dos bombardeios.
[ Boycot Amerika website]
O Autonoomcentrum, em Amsterdam, organizou um bloqueio de uma hora em um posto de gasolina da Esso, para protestar contra a guerra no Iraque
[ Autonoomcentrum website | "The tiger in the tanks" (Greenpeace) ]

Na Polônia, ativistas em Lublin quebraram as janelas e pintaram um restaurante KFC, como parte de um dia de ação contra a guerra no Iraque.

Em Portugal, o boicote começou oficialmente em 12 de abril. Uma "Corrente Humana" de pessoas dando-se as mãos para protestar contra a guerra, estendeu-se por 5 quilômetros por Lisboa, da embaixada dos EUA, até o escritório das Nações Unidas, no sábado. A intenção do boicote é de coincidir com a campanha internacional para fazer oposição à invasão dos EUA no Iraque, ao recusar-se a comprar quaisquer produtos marcados com "Made in USA". Algumas companhias alvo do boicote são Esso, Shell, BP, Coca-cola e McDonald's. A campanha também estimula o consumo de produtos produzidos em Portugal, além da abstinência de turismo nos EUA, Grã-Bretanha e Espanha. Os três países, além da Austrália, formam a chamada "força de coalizão" contra o Iraque.
(IPS News Agency - 12/4/2003)

Na Rússia, os grupos Attac-South e Ecodefense-Voronezh apoiam o boicote organizado pela For Mother Earth. Eles planejam fazerem piquetes contra os McDonald's locais.
[ Resist.ru website | Images from "Stop Mcdonalds!" campaign ]

O líder do ramo moscovita do Partido Comunista, Alexander Kuvayev, clamou, no Parlamento russo pelo boicote de contatos com contrapartes dos EUA, Espanha e Grã-Bretanha, referindo-se aos três países que se reuniram em Açores no último sábado, para declararem guerra.

Na Suécia, Jerre Skog, um escritor, músico, idealista e observador independente, está clamando pelo boicote enquanto os EUA e o Reino Unido atacarem o Iraque, violando as leis internacionais! Apoiem a Paz e a Justiça!! Boicotem produtos e moedas dos EUA e do Reino Unido!!
[ Jerre Skog website ]
Dois pubs em Gothenburg pararam de servir produtos norte-americanos, e um grupo de suecos famosos publicaram sua opinião no jornal Aftonbladet, clamando para que o boicote se espalhe.
[ Opinion Piece (Swedish) | Opinion Piece (English) ]
Muitos suecos, tanto nas ruas como no trabalho organizado (sindicatos) têm discutido o boicote em oposição à guerra no Iraque. Panfletos apareceram sobre as mesas do McDonald's e nos corredores do Konsum (a maior rede de supermercados e uma cooperativa de consumidores), focando no fato de que muitos produtos "suecos", são atualmente manufaturados por grandes multinacionais de origem norte-americana. O chocolate Marabou, por exemplo, é atualmente produzido por ninguém mais que a Philip Morris, através de sua filiada Kraft.
Sob pressão de trabalhadores e clientes, Åke Nattochdag falou pelo escritório central da Coop-Konsum, "...nós não tomamos partido, a não ser que o governo suéco, a União Européia, ou as Nações Unidas tenham tomado uma decisão. O que nós fazemos, nós rotulamos tudo que vendemos."
Uma lista de companhias e seus produtos dos EUA tem circulado entre os consumidores, através de um dos empregados da Konsum. Friends of Earth Sweden (Amigos da Terra Suécia) estão pensando em publicar a lista em seu website. Alt Stad, uma outra organização ambientalista, está distribuindo panfletos por Estocolmo através de seus membros. Em marchas pela Paz por toda Suécia, outros suecos tomaram o boicote em suas próprias mãos, além de distribuirem listas próprias de produtos a serem evitados. (16/4/2003)

Na Espanha, o grupo Barcelona Boicote realizou três ações fechando com sucesso McDonlds, Kentucky Fried Chicken and Starbucks. Eles também imprimiram folhetos que focam no engajamento de empresas dos EUA, Espanha e Reino Unido e no financiamento da guerra pelas mesmas. Outras ações envolveram o bloqueio de lojas envolvidas com a guerra.
[ Barcelona Boycott website ]

Na Suíça, o Centro Martin Luther King lançou uma campanha internacional de boicote de companhias petrolíferas dos EUA e Reino Unido. Eles dizem "não à guerra contra o Iraque" e mantém que eles não vão ser cúmplices.
[ Martin Luther King Center website ]
Em Genebra, houve uma ocupação de um restaurante McDonald's em 18 de março.
O conselho da cidade de Genebra também votou a favor do boicote de produtos dos EUA, Grã-Bretanha e Espanha, até a ocupação do Iraque ter terminado.
(La Tribune de Genève 9/4/2003)

Oriente Médio

A política externa dos EUA em relação a Israel (que possui suas próprias armas de destruição em massa), Palestina e Iraque tem enraivecido muitos muçulmanos. O boicote de produtos dos EUA atingiu gigantes norte-americanos tais como McDonald's, Burger King, Kentucky Fried Chicken, Starbucks, Coca-Cola e Pepsi, pois as vendas de algumas dessas companhias caíram em até 65%.

Em Bahrain, o College of Health Sciences (CHS, Faculdade de Ciências da Saúde) expressou sua solidariedade para com o povo iraquiano ontem, com um chamado para o boicote de produtos norte-americanos e ingleses.
[ More News ]
Membros do EFS, suas famílias e amigos, pararam de comprar quaisquer produtos norte-americanos desde 15 de abril. Até mesmo crianças pequenas pararam de comprar Coca-Cola. Quinhentas mensagens móveis de texto foram enviadas da sociedade a diferentes pessoas.
(18/4/2003)

No Egito, a Conferência do Cairo, que estabeleceu a Campanha Internacional Contra a Agressão dos EUA ao Iraque, clamou pelo boicote de produtos norte-americanos e israelenses.
[ Conference declaration ]

A Câmara Americana de Comércio está levando a ameaça de boicote a produtos norte-americanos seriamente, e tem fornecido um sumário das ações de boicote correntes no país.
[ AmCham website ]

O boicote não só teve resultados adversos, também há um esforço para produzir e consumir bens produzidos localmente em substituição. A maior história de sucesso foi o refrigerante iraniano Zam-Zam, cujas vendas dispararam. Os produtores não conseguem manter-se em dia com a demanda de consumidores na Arábia Saudita, Kuwait and e outros países do golfo. Nos Emirados Árabes Unidos, Star Cola etá fazendo um negócio promissor. O fato de que muçulmanos estejam começando a fazer produtos que substituam os norte-americanos é bem vindo tanto pelos muçulmanos, tanto por outros ao redor do globo.

Duas das seis franquias de McDonald's na Jordânia fecharam por falta de negócios, e um comitê representando 14 partidos de oposição e 14 sindicato clamou a todos os cidadãos que boicotassem produtos norte-americanos, e que consumissem produtos alemães ou franceses em substituição.

Na Turquia, a Associação Turca de Proteção ao Consumidor clamou pelo boicote de todos os produtos dos EUA e Grã-Bretanha, em protesto contra a guerra.
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Membros da União Turca de Engenheiros e Câmara de Arquitetos (Turkish Union of Engineers and Architects Chamber, TMMOB) também clamaram às pessoas a boicotarem os produtos dos EUA e Grã-Bretanha.
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Em Oman, filiais de KFC e McDonald's em Muscat, a capital o país, relataram que suas vendas caíram em até 65%.

Em Qatar, onde o general norte-americano Tommy Franks dirige a guerra contra o Iraque, cidadãos locais utilizaram mensagens SMS para desencadear protestos anti-EUA e um boicote de produtos dos EUA e Grã-Bretanha.
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América do Norte

Nos EUA, o boicote encontra suporte entre os oponentes da guerra. Be the Cause (Seja a Causa) está mirando em marcas específicas (tais como Kraft e Philip Morris) para um boicote de consumidores. O Partido Verde norte-americano está promovendo o boicote da exxonmobil.

No Canadá, a influente revista e website Adbusters lançou a campanha "Boicote da Marca América", que pede aos participantes a se comprometerem a boicotar as marcas das corporações norte-americanas "do momento em que a guerra iniciar em diante, e com minha melhor capacidade, até que o império aprenda a escutar."
[ Adbusters website ]
Em Montreal, o "Collège du Vieux-Montréal" (Colégio da Velha Montral) comprometeu-se a boicotar produtos feitos nos EUA para protestar contra a guerra no Iraque desde 17 de março de 2003. Um comitê estudantil organizou-se nesta instituição para colocar o boicote em prática. Outras instituições em Montreal declararam-se contra a guerra no Iraque.

América Latina

Na Argentina, onde não há um esforço organizado e corrente de boicote, grupos anti-guerra deixaram claro que serem contra aquilo que o McDonald's simboliza, mas não contra os empregados ou clientes do restaurante. No dia 8 de abril, um grupo de pessoas atacou um McDonald's com pedras e paus, quebrando suas janelas. No mesmo dia, estudantes e grupos de esquerda encheram bexigas com tinta vermelha-para simular sangue-e as jogaram contra a fachada de escritórios da IBM em Buenos Aires.
(IPS News Agency - 12/4/2003)

No Brasil, em 14 de março, o deputado federal (PT) Chico Alencar, no Rio de Janeiro, anunciou uma campanha de boicote de produtos feitos nos EUA, a ser implementada se o ataque ao Iraque ocorrer. "Eu espero que nós não tenhamos de realizar o boicote, mas se este ataque unilateral dos EUA, desconsiderando as Nações Unidas, realmente acontecer, nós vamos boicotar.", disse Alencar. Sindicatos em Santos, o maior porto do Brasil e da América Latina, estão planejando uma greve de 24 horas pela Paz, ao boicotar navios e produtos sob bandeiras norte-americanas ou inglesas, disse um oficial do sindicato na segunda-feira, dia 17 de março. "Sindicatos de Santos vão encontrar-se para votar em propostas de como dar voz ao nosso desejo pela Paz e nosso desgosto pela iminente guerra no Iraque," disse Marcos Duarte, o presidente dos sindicatos urbanos de Santos.
Representantes de 70 sindicatos, incluindo os das indústrias petrolíferas, químicas, bancárias, de navegação e metalúrgicas, deverão apresentar-se a reunião, marcada para terça-feira pela manhã, disse Duarte, que adicionou que muitos expressaram firme apoio pela greve. "Nós não sabemos quando nos vamos entrar em greve, mas nós vamos votar as propostas amanhã," ele disse. "Eu quero reforçar que a greve não seria um protesto contra os EUA ou Inglaterra, mas sim contra a guerra e pela paz. Nós estamos propondo que ninguém aderente ao movimento beba Coca-Cola ou entre em um McDonald's para almoçar," disse Duarte. Ele falou que a idéia veio das reportagens de televisões locais, que mostraram donos de bares norte-americanos e ingleses jogando vinho francês nas ruas em protesto à ameaça da França de vetar uma nova resolução das Nações Unidas, que daria a permissão para uma guerra liderada pelos EUA no Iraque. Manifestantes anti-guerra têm usado a internet para enviar sua mensagem ao mundo, mostrando a foto de mulheres iraquianas chorando sobre uma criança morta, ao lado de logotipos de corporações com base nos EUA, acompanhadas de um texto:
"Lembre-se destas crianças e destas mães que choram toda vez que você beber uma Coca-Cola, comer o veneno do McDonald's, ou encher o tanque do seu carro em um posto de gasolina da Shell, Esso ou Texaco. Eles pagaram pela morte e destruição do povo iraquiano."
Alguns dos políticos na Câmara dos Deputados em Brasília publicamente promoveram o esforço de boicote, jogando conteúdo de garrafas de Coca-Cola ralo abaixo.
(IPS News Agency - 12/4/2003)

No Chile, ativistas clamaram pelo boicote de produtos dos EUA.
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Em Quito, Equador, manifestantes queimaram uma estátua do Ronald McDonald.
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No México, pacifistas estavam entre os primeiros a lançarem o boicote de produtos dos EUA.
[ No En Nuestro Nombre website ]
O empresário mexicano e pacifista Víctor Bonilla simulou sua morte em protesto, em frente da embaixada norte-americana, logo após Washington começar a bombardear o Iraque. Bonilla, que está no ramo da indústria de calçados, e muitos dos 800 outros ativistas que furiosamente gritavam "Assassinos! Assassinos!" do lado de fora da embaixada dos EUA na Cidade de México na última quarta-feira, clamaram ao presidente Fox para boicotar as relações comerciais com os EUA - uma demanda que líderes políticos e do empresariado descreveram como absurda.
[ More News ]

No México, um grupo de estudantes e professores do Instituto Nacional Politécnico, utilizaram o teatro de rua para espalhar a mensagem do boicote em uma loja Wal Mart em Cidade do México, dia 25 de março. Eles bloquearam os caixas registradores por meia hora, ao encherem carrinhos de compras com produtos norte-americanos e então dizendo que não iriam pagar "pois cada item estrangeiro que nós compramos é uma bala atirada contra um civil iraquiano". Depois, eles distribuíram panfletos explicando o boicote e incitando os consumidores a não comprarem certos produtos, como as bebidas vendidas pela Coca-Cola e Pepsi-Cola, incluindo águas minerais e sucos de frutas ou chás, ou a não comerem em restaurantes tais como McDonald's, Kentucky Fried Chicken and Domino's Pizza.
(IPS News Agency - 12/4/2003) Pacífico

Pacífico

Na Austrália, 1000 pessoas e um rally pela paz em Brisbane foram incitadas a boicotar produtos feitos nos EUA, para protestar contra a guerra no Iraque.
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Na Nova Zelândia, a campanha Spend for Peace (Gaste pela Paz) está clamando aos consumidores a boicotar marcas específicas dos EUA (tais como Dow e Dupont) e a notificar as companhias de que o estão fazendo.

Na Austrália, o Peace Action (Ação pela Paz) clama pelo boicote como uma alternativa positiva e poderosa para "lutar" pela paz. Como a maioria daqueles clamando pelo boicote, eles declaram: "Nós não somos anti-americanos ou pró-Saddam. Nós simplesmente não acreditamos que a guerra seja a resposta."

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Last update : October 2004 • Campaign and Press Enquiries