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Os participantes do Fórum Social Mundial no Brasil renovaram sua chamada para o boicote econômico contra marcas americanas; e preparam-se para os Fóruns sociais continentais na África, Ásia, Américas, Europa, e Pacífico.Porto Alegre, 4 de fevereiro de 2005-- Participantes do mundo todo se uniram para a retomada do boicote mundial contra as marcas americanas como uma ação efetiva contra as políticas externas unilaterais dos EUA. Durante a reunião com a participação de mais de 600 companheiros ativistas da Autrália, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Coréia do Sul e Suécia foram repetidas as bases fundamentais por trás do boicote, tendo em vista que a ONU e os protestos de milhões de pessoas não parecem conter as políticas destrutiva e centralizadora de Washington com relação ao Iraque, ao protocolo de Kyoto, à Corte Criminal Internacional, o Tratado de Ban, entre outros. Os EUA, que seriamente consideram a retomada dos testes nucleares em Nevada, são o único país que mantém secretamente armas nucleares em territórios de outros países.
Pol D`Huyvetter, da secretaria de coordenação internacional da campanha de boicote, na Beégica, declarou: O boicote econômico é uma efetiva ferramenta pacífica com a qual os cidadãos conscientizados em todo o mundo podem votar com suas carteiras contra a agressiva política de Washington.
Em reunião paralela no FSM, o Sr. Luiz Marinho, Presidente da CUT, Central Única dos Trabalhadores, teve um púiblico estimado de 15.000 pessoas para apoiar o boicote contra aExxon-Mobile, Texaco, Coca-Cola, Pepsico, McDonalds e Altria (Kraft-Philip Morris). A Sra. Waratah Rosemarie Gillespie, advogada e ganhadora do prêmio de melhor autora da Austrália, compartilha a análise de que com a campanha de boicote contra os EUA, as pessoas à frente de movimentos sociais estão organizando efetivamente o boicote nas suas vidas cotidianas. Rosemarie Gillespie, também coordenadora do Pacífico, afirma que os movimentos sociais de mais de 50 países se uniram à campanha do boicote. Acredita-se que milhões de pessoas estão boicotando as marcas americanas desde o ataque e a ocupação ilegal do Iraque. Isto está confirmado pela recente pesquisa elaborada pela empresa Global Market Insite (GMI), sediada em Seatle, que questionou 8.000 consumidores em oito países entre 10 e 12 de Dezembro de 2004. A pesquisa revela que a administração da política externa de Bush pode estar custando muito às empresas multinacionais americanas, como disseram 20% dos entrevistados na Europa e Canadá, eles conscientemente evitaram comprar produtos americanos como forma de protesto contra as políticas da Casa Branca. Essa revelação estava consistente com as pesquisas similares conduzidas pela GMI três semanas depois da vitória de Bush na eleição de Novembro e outra pesquisa conduzida pela NOP World, com sede no Reino Unido, em em Julho de 2004. O Prof Hee Yeon Cho, da rede sul-coreana contra Bush também achou que o crescente número de líderes comunitários em seu país passaram a entender que um indivíduo não pode protestar contra as políticas americanas com um lata de Coca-Cola na mão direita, um Marlboro na esquerda e um tênis Nike nos pés. Quando ele pediu apoio às Nações Unidas, ele viu que os EUA continuam minando a ONU e a Corte Internacionais Criminal. Ainda, o Prof Atsushi Fujioka, economista e membro do Attac Japão, pensa que o boicote vem muito tempestivamente como um arma pacífica eficiente como a usada por Mahatma Ghandi para expulsar o império britânico da Índia, ou o fim do apartheid na África do Sul. Leo Stranius, membro dos Amigos da Terra da Finlânida, diz que seu grupo organizou o boicote eficientemente no seu país, usando ações criativas, rede de movimento, assim como, principal rede de mídia para chamar a força de seus consumidores para construir outro mundo. Ele convocou o povo a comprar produtos orgânicos, locais e subsidiados como uma alternativa aos produtos de empresas americanas. Ele explicou, ainda, que o argumento de desemprego criado pelo boicote é falso, bem como os empregos perdidos nas empresas americanas voltadas ao lucro, serão substituídos por empregos em empresas que respeitam o meio ambiente e os direitos humanos. Dilys Dana Pierson dos Estados Unidos tem apelado ao boicote desde a invasão ilegal do Iraque: "O que podemos dizer sobre os valores que dirigem as políticas externas Americanas hoje em dia? Apoiantes do boicote internacional em Vermont acreditam que atualmente as políticas externas Americanas são ditadas pela crença na dominância através da violência militar e a crença no medo como um meio de controle social e intimidação internacional. A administração actual Americana acredita num sistema econômico que cuida das multinacionais e dos ricos, enquanto quase um bilião dos nossos irmãos e irmãs morrem de fome no mundo." Mais informações: www.boycottbush.org Secretaria Internacional:Pol D'Huyvetter
Magali Fontanel
ÁsiaHee Yeon Cho
Prof Atsushi Fujioka, economist and Attac Japan
EuropaLeo Stranius
PacíficoWaratah Rosemarie Gillespie
América do NorteDilys Dana Pierson, Vermont Boycott for Peace
Nota (1) Acredita-se que os EUA armazenam armas nucleares na Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Itália, Holanda e Turquia. Esses depósitos sofrem de uma completa falta de transparência e controle democrático pelos membros eleitos do Parlamento. Convite para a imprensa: Zona eleitoral alternativa para as Eleições dos EUA em Curitiba, na terça-feira, 02 de novembro, à partir das 9 am, na Boca Maldita. Possibilidade especial de foto às 11h30 a.m. Para release imediato Eleições Presidenciais dos Estados Unidos por Outro MundoCuritiba, 26 de Outubro de 2004 - Não é só nos Estados Unidos que há uma preparação para eleições presidenciais. Zonas eleitorais alternativas para cidadãos de fora dos EUA estão sendo preparadas para o dia 02 de Novembro, terça-feira, no Brasil (Curitiba), Bélgica, Inglaterra, França, Hungria, Espanha e Quirguistão. Com estas eleições alternativas, os organizadores da campanha internacional "Boycott Bush" querem dar aos cidadãos de todo o mundo a oportunidade de fazer parte desta data importante. As pessoas poderão votar contra as políticas externas unilaterais de George W. Bush. Cidadãos não-estadunidenses estão sendo convidados para votar com suas carteiras, unindo-se à campanha internacional de boicote que tem como alvo multinacionais norte-americanas que patrocinam as políticas dos EUA. Já é possível votar também pela internet, através da página http://www.boycottbush.org. "Como estrangeiros, não podemos votar, embora as políticas dos EUA afetem a todos nós em nossas vidas diárias", declarou Pol D'Huyvetter, membro da ONG belga "Mother Earth", que está administrando o secretariado internacional da rede "Boycott Bush". "Com as eleições alternativas dos Estados Unidos, as pessoas não têm que escolher entre W. Bush e John Kerry, também conhecido como sr. Bush 'Light'", disse D'Huyvetter. "Estrangeiros podem votar todos os dias com suas carteiras pelo fim da ocupação do Iraque, pelo Protocolo de Kyoto, pelo desarmamento das mais de 10.000 armas no arsenal nuclear norte-americano ou pelo fim do apoio dos EUA a Israel, apenas para apontar algumas questões importantes." Seja o vencedor das eleições W. Bush ou J. Kerry, as multinacionais e a política externa dos EUA continuarão abastecendo guerras, destruição ambiental e violação de direitos humanos. Por esta razão, a campanha internacional de boicote a Bush está chamando para um boicote por tempo indeterminado que continuará após as eleições. A estratégia do boicote, cuja História recente da Europa e Estados Unidos traz exemplos bem-sucedidos, ainda é uma alternativa pouco conhecida e explorada no Brasil. Para os organizadores locais da ação, esta é uma oportunidade de apresentar aos brasileiros "uma idéia com grandes perspectivas, seja no atingimento do resultado internacional a que se propõe, seja no sentido de aumentar a lucratividade da indústria genuinamente brasileira". Vereadores, Deputados Estaduais e Federais, Secretários de Estado e até o Governador do Estado foram convidados. Segundo Marcel Retondario, coordenador do movimento no Brasil "a presença dos parlamentares não deveria surpreender, num país em que a não-intervenção e a solução pacífica dos conflitos são princípios que figuram na Constituição Federal, como regentes de nossas relações internacionais". E conclui: "Devia ser obrigatório, com cartão-ponto". As 6 principais multinacionais a serem boicotadoas são grandes doadoras de Bush desde 1999 e têm maus antecedentes quanto ao meio ambiente, questões de paz e direitos humanos. Eles também doaram dinheiro para a campanha de Kerry. 6 principais doadores de Bush 1999-2004
1. Altria (ex-Philip Morris, Kraft Foods) : U$6.830.000
No Brasil, o movimento optou pela inclusão à lista da Unilever, que, além de doadora e apoiadora fervorosa de Bush e da Guerra, tem histórico de maus tratos a animais para pesquisas com cosméticos e assusta pelo número de marcas gigantes que controla no mercado brasileiro. São cerca de 30, entre elas a Kibon, Omo, Minerva, Arisco, Knorr, Cica, Axe, Rexona, Seda, Lux e Dove. Contato para a Imprensa
Contato internacional
Terça-feira, 2 de Novembro de 2004 Ação de Boicote Organize Eleições Presidenciais dos Estados Unidos em sua
cidade
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| Bruxelas, 14 de junho de 2003- Ao meio dia acções de
boicote simultâneos fecharam bombas de gasolina da Esso e da Texaco
em grande parte das províncias belgas. Numa bomba de gasolina da Esso
em Gent, um tapete de mortos, soldados americanos armados e George W.
Bush ilustraram a ligação entre milhares de vítimas inocentes, os importantes
campos petrolíferos Iraquianos e a gasolina vendida pelas multinacionais
americanas Esso e Texaco. |
Last update : October 2004 • Campaign and Press Enquiries